quelinha Participação


   Idade : 25 Registrado dia : 07 Dez 2007 Mensagens : 67 Localização : Clamart, frança (AGUIA) Desempenho : 
 | Assunto: A casa De Aguia.... Sab Dez 15, 2007 4:28 pm | |
| Digam Digam la se nao è gira essa torre??  |
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patri94 Participação


   Idade : 29 Registrado dia : 07 Dez 2007 Mensagens : 236 Localização : st-maur des fossés (franca) grade (portugal) Desempenho : 
 | Assunto: Re: A casa De Aguia.... Sex Jan 18, 2008 7:10 pm | |
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emilio peixoto Participação

   Idade : 36 Registrado dia : 09 Dez 2007 Mensagens : 12 Localização : paris frança Desempenho : 
 | Assunto: Re: A casa De Aguia.... Dom Jul 13, 2008 8:29 pm | |
| capelinha de santa barbara e sao bento na casa da torre de aguia bonito monumento nao é ??? |
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Arlindogalvao Participação


   Idade : 57 Registrado dia : 18 Nov 2007 Mensagens : 205 Localização : Arcos de Valdevez Desempenho : 
 | Assunto: Um Pouco da Historia desta quinta Ter Jul 15, 2008 11:52 am | |
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[b] Historia da Quinta de Aguiã
Está nesta freguesia de Aguiã um solar Minhoto de construção setecentista que é a Casa da Torre de Águia onde está integrada a torre medieval que se vê na foto anterior ela data do século XIV e esta ao meio da casa.
Esta casa é antiquíssima e é uma das mais nobres da província do Minho.
Foram modernamente senhores da Torre de Aguiã, Jacome de Brito da Rocha, fidalgo da casa Real e capitão-mor dos Arcos; João da Rocha e Brito, também fidalgo da casa Real, capitão-mor dos Arcos; Simão António da Rocha e Brito, fidalgo da casa Real, alcaide-mor do castelo de Nóbrega e caudel-mor de Viana e finalmente Simão da Rocha e Brito actual senhor desta quinta.
Á entrada da Quinta ao lado esquerdo existe uma casa enorme dita casa de caseiros e que antigamente serviu de residência de um ramo da família, de referir que no século XVII havia quatro ramos da mesma família a morar nesta Quinta e que se repartiam da seguinte forma, três instaladas na casa principal e a quarta residia nesta dita casa , mais tarde chamada casa de caseiros e que hoje é também habitada
Esta quinta possui igualmente uma capela privada de apelido Capela de Santa Barbara brasonada e com data de 1702.
As armas são plenas de Rocha ou seja uma aspa (um X) carregado de cinco vieiras não é por acaso que a capela tem as armas plenas da familia Rocha.
Podemos adiantar que em 1258 o apelido de Quinta Aguiã ainda não existia e chamava-se de Quinta de Guei.
Assim como a freguesia de Aguiã. Que se chamava Guei igualmente.
Nesta quinta é produzido hoje o famoso vinho verde (Aguião) este produto marca um novo ciclo nesta quinta e tem vindo a ser um vinho de excelente qualidade já muito premiado em diversos concursos e com muita procura mas a beber com moderação.
Simão Pedro de Águia um dos proprietários da Quinta faz todos os anos a vindima desta vinha sobre clima de festa e alegria com folclore e muitos convidados a pisada é efectuada de maneira tradicional ou seja as uvas são pisadas a pé nu para assim obter a melhor qualidade possível deste vinho Aguião.
Dizem que esta torre foi solar de uma família de apelido Aguiam corrupção de aquilom (vento norte) e que o primeiro na referida família foi Gonçalo Lopes d`Aguim, instituíram ali um morgadio dois abades de Rio de Moinhos e Vascões Coura o referido Gonçalo era filho bastardo de um dos abades, o qual se chamava também Gonçalo e usava o apelido de Annes.
Simão da Rocha Brito fidalgo da Casa Real tenente de couraças capitão d`infantaria sargento majo-mor e governador da praça de Valença comissário geral de cavalaria denodado guerreiro que se destinguio nas guerras da Restauração onde recebeu uma ferida de que veio a morrer em 1705. A Rainha D. Chatarina de Inglaterra escreveu-lhe uma carta que o veio encontrar já morto. Esta carta disia o seguinte; “Simão da Rocha Eu a Rainha da Gran Bretanha infanta de Portugal no impedimento do Senhor rei D. Pedro ll meu irmão vos envio muito saudar. Sendo-me presente o valor com que vos houvestes no encontro que tivestes com o inimigo no lugar das Fontes derrotando-o e pondo-o em fuga e fazendo-lhe prisioneiros alguns oficiais e soldados, fui servida mandar-vos agradecer o bem que obrastes e espero que continueis com o mesmo valor nas ocasiões que se oferecem e que vos farei digno da honra e mercê que desejo fazer-vos.
Escrita em Lisboa aos 28 de Fevereiro de 1705,
Arlindo Galvão
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